American Pit Bull Terrier

 

 

Pit Bull é um termo genérico que se refere a um conjunto de raças de cães, incluindo,

o American Pit Bull Terrier, o American Staffordshire Terrier, o Staffordshire Bull Terrier,

e os cruzamentos entre essas raças.

Costuma-se usar o termo Pit Bull para designar a raça American Pit Bull Terrier.

Os dois Staffordshire pertencem à categoria dos Terriers, e o American Pit Bull Terrier

é uma raça reconhecida oficialmente pela F.I.A.P.B.T (Federação Internacional American Pit Bull Terrier)

em Portugal a Delegação é presidida pelo Sr. Paulo Coelho e Representa a F.I.A.P.B.T em todos os países

de língua oficial Portuguesa. A raça também é reconhecida pela ADBA (American Dog Breeders Association).

 

História do American Pit Bull Terrier

A origem da raça remonta ao Século XIX. Em 1835, o parlamento inglês proibiu o desporto

chamado bull baiting, um jogo sádico em que Bulldogs eram usados para atacar touros trazidos

à arena (com a discutível intenção de amaciar-lhes a carne). O cão atacava o touro, evitando os coices

e as chifradas, agarrava o seu nariz ou orelha, e segurava-se até que o touro caísse.

Os súbditos e a realeza da época procuravam diversão, procurando distrairem-se da violência e

das doenças de seu tempo comparecendo a esses espetáculos sangrentos.

Felizmente, a opinião pública forçou o governo a tomar uma medida.

Quando o Bull Baiting extinguiu, os criadores começaram a criar os Buldogues para luta.

Cruzaram o Buldogue com Terrier e criaram os Half and Half, Pit Dogs ou Bull e os Terriers.

Estes cães eram pequenos e com uma força estrema, dotados de uma agilidade superior

á dos Buldogues e com uma elevada força física.

Foram criados para agredir outros cães, matar ratos, mostrando assim bravura, tolerância á dor,

vontade de lutar até ao fim, e afeição ao seu criador.

Com o tempo passaram a diferenciar-se as raças: Staffordishire Bull Terrier,

o Irish Staffordishire Bull Terrier e o Pit Bull.

Hoje em dia o Pit Bull é muito polêmico. É constante as noticias de ataques a nível Mundial.

Ainda assim, há os que defendam que sua real face é a de um cão dócil, leal e equilibrado,

baseado em suas experiências pessoais e no verdadeiro temperamento da raça,

que sofre desvios diariamente, devido a cruzas indiscriminadas, assim como várias outras raças.

 

Características da Raça

As características essenciais do American Pit Bull Terrier, segundo o Padrão Oficial da Raça são:

resistência, auto-confiança e a alegria de viver. A raça gosta de agradar e é cheia de entusiasmo.

O American Pit Bull Terrier é um excelente cão de companhia e é notável o seu amor por crianças.

Pode ter o focinho reto ou curvo, predominando o primeiro.

Pelo fato de a maioria dos Ameircan Pit Bull Terrier apresentarem certo nível de agressividade

contra outros cães, bem como pelo fato de o seu físico ser poderoso, a raça necessita de proprietários

que os sociabilizem cuidadosamente e que treinem para obediência os seus cães.

São cães com um alto nível de energia, não devendo assim ficarem presos num espaço pequeno,

muito menos em correntes.

A agilidade da raça torna-a num dos mais capazes caninos. O American Pit Bull Terrier não é a melhor

escolha para os que procuram cães de guarda por ser extremamente amigável mesmo com

desconhecidos. Comportamento agressivo para com o ser humano não é característico da raça,

portanto isso é extremamente indesejável. A raça sai-se muito bem em

eventos e exposições pelo seu alto grau de inteligência e pela sua vontade de trabalhar.

Quanto à trufa (focinho) dos cães, há 3 colorações: Red Nose (a mais popular),

Black Nose (tradicionais), Blue Nose (raro)e os Blue Fawn (raro).

Na pelagem todas as cores são aceitas. Nos olhos inclusive a cor verde é aceita,

no entanto, verde âmbar e azul vitrificado são completamente abominados.

Cães com um olho de cada cor são considerados fora de padrão.

A musculatura do Pit Bull deverá ser trabalhada com exercícios mas nunca com anabolizantes.

Padrão na CBKC.

 

Genética

A agressividade do Pit Bull Terrier não é 'natural da raça', está associada a uma criação

ruim e a um gene recessivo, que pode atingir qualquer cão, independente de raça,

mas que pode ser controlada a partir de criadores responsáveis, que devem estudar

os cruzamentos e ter a consciência de não vender exemplares a pessoas com perfil

psicológico desviado, vendendo apenas para outros criadores já cadastrados nas

suas bases de dados e que terão a responsabilidade de treinar tais animais.

Normalmente em cada ninhada (aproximadamente de 8 a 14 filhotes, tendo casos de até

17 filhotes que se mantiveram vivos e sadios) a percentagem de filhotes

"bravos" é de 10%, ou seja, na grande maioria, apenas 1 filhote se mostra com

tal comportamento. Nesse filhote deve ser realizado a castração aos 18 meses

de idade e administrado treino exaustivo além de muito carinho e convivência

 com outros animais desde a sua infância para que esse gene

seja reprimido nas criações sérias.